Objectivos:

  • Definir o conceito de inferência.

  • Reconhecer os parâmetros das inferências formalmente válidas.

 

Filosofia     Ficha L6

F i c h a s 11º Ano

 

As Inferências

 

 

O Conceito de Inferência.

Inferir é retirar, exclusivamente por intermédio da Razão, de um conhecimento dado, outro conhecimento que não poderia ser alcançado de outra forma, com o mesmo rigor formal.

A inferência é um acto do pensamento (racional) que tem um ponto de partida e um ponto de chegada: A(s) Premissa(s) e a Conclusão. A ligação da Premissa (ou premissas) à Conclusão, deve estabelecer-se de acordo com princípios e regras formais, sem ter em conta o conteúdo das mesmas.

As inferências dizem-se imediatas, quando têm apenas uma Premissa; dizem-se mediatas, quando têm duas ou mais Premissas. As inferências mediatas são também designadas como raciocínios (argumentos). No que diz respeito à inferências imediatas, iremos estudar as inferências por oposição de proposições. Quanto às inferências mediatas, ou raciocínios, iremos estudar em pormenor o Silogismo.

Para ser válida em termos formais qualquer inferência deve estar de acordo com os seguintes parâmetros:

v     As Premissas (ou Premissa) devem ser válidas em termos formais.

v  As Premissas nas inferências mediatas não podem nem ser todas negativas, nem todas particulares.

v     Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa, e inversamente.

v     As inferências devem ser apresentadas de acordo com o seguinte esquema (forma normal ou canónica):

                                

              

        Premissa(s) ____                               

       \Conclusão

 

Os argumentos (inferências) que não estão na forma normal, normalmente, possuem elementos que nos permitem identificar as premissas e a conclusão. A conclusão ocorre frequentemente depois de expressões como “logo”, “então”, “conclui-se que”, “resulta disto que”… Vejamos o seguinte exemplo:

“É certo que todos os homens são mortais e que Sócrates é homem, logo Sócrates é mortal”.

Temos aqui um argumento com duas premissas: “Todos os homens são mortais” e “Sócrates é homem” e uma conclusão: “Sócrates é mortal”.

 

 

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