|
Ficha
Técnica:
Título
Original: When Dreams May Come
Género: Romance
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1998
Estúdio: PolyGram Filmed Entertainment / Interscope
Communications / Metafilmics
Distribuição: PolyGram Filmed Entertainment
Direcção: Vincent Ward
Guião: Ronald Bass, baseado em livro de Richard
Matheson
Produção: Barnet Bain e Stephen Deutsch
Música: Michael Kamen
Fotografia: Eduardo Serra
Desenho de Produção: Eugenio Zanetti
Direção de Arte: Tomas Voth e Christian Winterr
Guarda-roupa: Yvonne Blake
Edição: David Brenner e Maysie Hoy
Efeitos Especiais: CIS Hollywood / Cinema Production
Services Inc. / Digital Domain / Manex Visual Effects / Mass
Illusions, LLC / MastersFX / POP Film / Re
Uma tragédia familiar na qual uma
família é devastada pela morte sucessiva dos seus elementos,
serve de pretexto para uma exploração esteticamente fabulosa do
tema da vida depois da morte.
Não perdendo de vista que o filme
apresenta uma visão marcada pelo universo do espiritismo,
estamos perante uma excelente base para um debate sobre a
finitude da existência humana, sobre a morte, sobre os
fundamentos da experiência religiosa, sobre, enfim, o sentido da
nossa existência.
Para além do nosso posicionamento
em relação a estes temas e problemas, a marca mais distintiva do
filme é a beleza dos cenários, resultante dum mergulho, muito
bem conseguido, no universo da pintura. Aliás, ao longo do filme
são reconhecíveis alguns cenários presentes em grandes obras da
pintura ocidental.
Para as mentes avessas à
consideração da hipótese da vida depois da morte, fica uma
experiência surrealista dum mundo de sonho. O que já não é
pouco.
Contudo, há algumas questões que
podem orientar a nossa exploração do filme:
a) Esta representação da morte é
credível?
b) Há incongruências na mensagem
do filme? Quais?
c) Faz sentido haver um "paraíso"
talhado à medida de cada um?
Um pormenor digno de nota é o
facto de termos aqui uma visão da pintura como uma ponte entre a
imanência e a transcendência, como se entre os dois horizontes
de aquém e de além-morte existissem portais que permitem uma
continuidade e uma comunicação. E isto sem restringir a
infinidade de possibilidades que se abrem à humanidade, em
termos dessa mediação, uma vez que outros indivíduos diferentes
das personagens principais do filme, com outra história de vida,
com outras dinâmicas existenciais, poderiam encontrar um "outro
lado" à medida das suas mundividências, ou seja, das suas
crenças básicas acerca de si próprios e do que é real.
Parece que podemos ver aqui um
apelo ao diálogo inter-religioso, pois, dentro dos parâmetros do
filme, todas as religiões podem ter a sua verdade. Mas o filme
vai para além disso, uma vez que nos pretende mostrar uma
experiência religiosa que não assenta em nenhuma religião
instituída, o que é um problema interessante que se nos coloca
na nossa época, principalmente nas sociedades ocidentais, onde
muitas pessoas defendem que têm um qualquer tipo de crença ou de
atitude religiosa, mas sem se assumirem como pertencendo a uma
religião em particular, ou então, não se assumem como
praticantes, embora se reconheçam próximos de alguma religião.
Actividades
a) Durante o visionamento do filme:
1. Anote as expressões e/ou
situações que lhe causem dúvidas ou perplexidade.
2. Faça um esquema da estrutura
narrativa do filme, indicando os diversos momentos-chave
(episódios). Deve indicar quais lhe suscitaram mais interesse
e/ou considera mais relevantes.
3. Faça uma lista de tópicos que
gostaria de discutir na aula de debate sobre o filme.
a) Após o visionamento do filme:
1. Tire as dúvidas que lhe foram
suscitadas pelo filme, junto do seu professor e/ou de outras
fontes.
2. Faça uma recensão crítica do
filme, com base nos pontos 2 e 3 das actividades que realizou
durante o visionamento do filme.
|