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Leia atentamente todo o enunciado, antes de começar a responder.
Responda apenas ao que é pedido no enunciado das questões.
Grupo I
1.
No texto “Em frente da Lei”, o porteiro representa:
A. A incapacidade de
mudarmos o nosso destino.
B. Um obstáculo
intransponível.
C. Os obstáculos que
surgem na vida humana e que exigem esforço para serem ultrapassados.
D. Os obstáculos que
surgem na vida humana e que provam que o homem é um ser impotente para
mudar o seu destino.
2.
No texto “Em frente da Lei”, o camponês representa:
A.
A incapacidade de
mudarmos o nosso destino.
B.
Os obstáculos que
surgem na vida humana e que exigem esforço para serem ultrapassados.
C.
O ser humano que,
enquanto ser livre, tem uma vida que tem que ser construída por si,
apesar dos obstáculos que possam surgir.
D.
A ingenuidade das
pessoas que vivem no campo e não se sentem à vontade com os hábitos
citadinos.
3.
“A palavra Filosofia é de origem grega. É composta por philo e sophia.”
Sendo assim, “Filosofia” significa:
A.
A busca do amor e da
sabedoria.
B.
A busca da verdade.
C.
A busca da amizade com
sabedoria.
D.
A busca da sabedoria,
do amor e da amizade.
4.
“Filósofo é aquele que
tem amizade ao saber, é o amigo do saber, aquele que preza o
conhecimento”.
Daqui pode concluir-se que:
A.
O filósofo considera
possível a posse de um saber perfeito e definitivo.
B.
O filósofo considera
possível a posse de um saber dogmático.
C.
O filósofo considera
impossível a posse de qualquer saber.
D.
O filósofo considera
impossível a posse de um saber perfeito e definitivo.
5.
Leia atentamente as seguintes afirmações:

De seguida,
assinale a alternativa que as caracteriza correctamente:
A.
1. Falsa;
2.Verdadeira; 4. Verdadeira; 3. Falsa.
B.
2. Falsa;
4.Verdadeira; 3. Falsa; 1. Verdadeira.
C.
2. Falsa; 4.
Verdadeira; 1. Verdadeira; 3. Verdadeira.
D.
3. Falsa; 2.
Verdadeira; 1. Verdadeira; 4. Verdadeira.
6.
“Só sei que nada sei”.
Nesta frase, Sócrates:
A.
Reconhece que é igual
aos outros homens, pois não passa de um ignorante.
B.
Reconhece a sua
ignorância.
C.
Reconhece que a
ignorância é positiva.
D.
Reconhece que a
ignorância é o principal objectivo da filosofia.
7.
Há razões para duvidarmos do conhecimento que temos ao nível da nossa
experiência quotidiana?
A.
Não, pois se assim não
fosse, não poderíamos acreditar em nada.
B.
Sim, porque esse
conhecimento é muito incompleto, podendo ser ilusório.
C.
Não, porque os
sentidos nos permitem conhecer a realidade com objectividade e rigor.
D.
Sim, mas a dúvida
não nos leva a lado nenhum, pelo que o melhor é deixar tudo como está.
8.
“Como se pode notar, a nossa vida quotidiana é toda feita de crenças
silenciosas, da aceitação tácita de evidências que nunca questionamos
porque nos parecem naturais, óbvias.”(Marilena Chauí).
Poderíamos viver a nossa vida
quotidiana sem estas ‘crenças silenciosas’?
A.
Sim, porque podemos
não ter uma vida religiosa.
B.
Não, porque só podemos
viver graças às descobertas científicas.
C.
Não, mas temos que as
encarar com reserva.
D.
Sim, porque essas
crenças não têm qualquer significado na nossa vida.
9.
“O filosofar começa com o espanto”.
Esta afirmação significa que:
A.
A filosofia é um saber
idêntico ao senso comum.
B.
As dúvidas do senso
comum são importantes.
C.
A filosofia parte
sempre de certezas bem estabelecidas.
D.
A filosofia começa com
o reconhecimento da ignorância.
10.
“A verdade é algo que só interessa aos filósofos.”
Esta afirmação é:
A.
Verdadeira, pois só os
filósofos se interrogam sobre a vida.
B.
Falsa, pois todos os
homens desejam a verdade, embora nem todos a procurem.
C.
Verdadeira, pois
embora nem todos os homens desejem a verdade, todos a procuram.
D.
Verdadeira, pois todos
os homens desejam a verdade, embora nem todos a procurem.
11.
“O espanto é a origem do filosofar”. Segundo esta afirmação:
A.
Só o dogmatismo pode
levar os homens à busca da verdade.
B.
Só o reconhecimento da
sua ignorância pode levar os homens à busca da verdade.
C.
Só a dúvida sobre a
ignorância pode levar os homens à busca da verdade.
D.
Só o reconhecimento do
senso comum pode levar os homens à busca da verdade.
Grupo II

Texto 1
“A nossa vida quotidiana é
toda feita de crenças silenciosas, da aceitação tácita de evidências que
nunca questionamos porque nos parecem naturais,
óbvias.” Marilena
Chauí
1. As
crenças destacadas no texto correspondem a um tipo de saber que todos
nós possuímos. Podemos afirmar que esse saber nasce de uma reflexão
profunda sobre a nossa experiência quotidiana? Justifique a sua resposta
e indique a que saber o texto se refere.
Texto 2
"Assim, seja na criança, seja nos jovens
ou nos adultos, a busca da verdade está sempre ligada a uma decepção, a
uma desilusão, a uma dúvida, a uma perplexidade, a uma insegurança ou,
então, a um espanto e uma admiração diante de algo novo e
insólito."
Marilena Chauí
2.
A dúvida é positiva ou negativa? Justifique a sua resposta.
Texto 3
«Agora, porém, lobriga, no
escuro, um fulgor que, inextinguível, brilha através da porta da Lei.
Mas ele já não tem muito tempo de vida. Antes de morrer, todas as
experiências por que passara durante esse tempo convergem para uma
pergunta que, até essa altura, ainda não formulara. Faz um sinal ao
porteiro para que se aproxime, pois o entorpecimento que o domina já não
o deixa levantar-se. O porteiro tem de curvar-se profundamente, visto
que a diferença das estaturas se modificara bastante. "Que queres tu
ainda saber?", pergunta o porteiro. "És insaciável." "Se todos aspiram a
conhecer a Lei", diz o homem, "como se explica que durante estes anos
todos ninguém, a não ser eu, pedisse para entrar?" O porteiro reconhece
que o homem já está perto do fim e, para alcançar o seu ouvido
moribundo, berra: "Aqui, ninguém, a não ser tu, podia entrar, pois esta
entrada era apenas destinada a ti. Agora vou-me embora e fecho-a "».
Franz
KAFKA, O Processo
(Ficha 2)
3.
Na busca da verdade (na filosofia), basta querer alcançar o
saber? Qual é o melhor caminho para o fazer? Justifique a sua resposta
com base na atitude do camponês expressa no texto 3.

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